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Marchinhas de Carnaval
Conheça as principais marchinhas
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marchinhas de carnaval |
A Jardineira
Benedito Lacerda-Humberto Porto (1938)
Ó jardineira porque estás tão triste Mas o que foi que te aconteceu Foi a camélia que caiu do galho Deu dois suspiros e depois morreu
Vem jardineira vem meu amor Não fiques triste que este mundo é todo seu Tu és muito mais bonita Que a camélia que morreu
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Abre Alas
Chiquinha Gonzaga (1899)
Ó abre alas que eu quero passar Ó abre alas que eu quero passar Eu sou da lira não posso negar Eu sou da lira não posso negar
Ó abre alas que eu quero passar Ó abre alas que eu quero passar Rosa de ouro é que vai ganhar Rosa de ouro é que vai ganhar
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Allah-lá-ô
Haroldo Lobo-Nássara (1940)
Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô
Mas que calor, ô ô ô ô ô ô Atravessamos o deserto do Saara O sol estava quente Queimou a nossa cara
Viemos do Egito E muitas vezes Nós tivemos que rezar Allah! allah! allah, meu bom allah! Mande água pra ioiô Mande água pra iaiá Allah! meu bom allah
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Aurora
Mário Lago-Roberto Roberti (1940)
Se você fosse sincera Ô ô ô ô Aurora Veja só que bom que era Ô ô ô ô Aurora
Um lindo apartamento Com porteiro e elevador E ar refrigerado Para os dias de calor Madame antes do nome Você teria agora Ô ô ô ô Aurora
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Cabeleira do Zezé
João Roberto Kelly-Roberto Faissal (1963)
Olha a cabeleira do zezé Será que ele é Será que ele é
Será que ele é bossa nova Será que ele é maomé Parece que é transviado Mas isso eu não sei se ele é
Corta o cabelo dele! Corta o cabelo dele!
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Cachaça
Mirabeau Pinheiro-Lúcio de Castro-Heber Lobato (1953)
Você pensa que cachaça é água Cachaça não é água não Cachaça vem do alambique E água vem do ribeirão
Pode me faltar tudo na vida Arroz feijão e pão Pode me faltar manteiga E tudo mais não faz falta não Pode me faltar o amor Há, há, há, há! Isto até acho graça Só não quero que me falte A danada da cachaça
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Linda Morena
Lamartine Babo (1932)
Linda morena, morena Morena que me faz penar A lua cheia que tanto brilha Não brilha tanto quanto o teu olhar
Tu és morena uma ótima pequena Não há branco que não perca até o juízo Onde tu passas Sai às vezes bofetão Toda gente faz questão Do teu sorriso
Teu coração é uma espécie de pensão De pensão familiar à beira-mar Oh! Moreninha, não alugues tudo não Deixe ao menos o porão pra eu morar
Por tua causa já se faz revolução Vai haver transformação na cor da lua Antigamente a mulata era a rainha Desta vez, ó moreninha, a taça é tua
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Mamãe eu quero
Jararaca-Vicente Paiva (1936)
Mamãe eu quero, mamãe eu quero Mamãe eu quero mamar Dá a chupeta, dá a chupeta Dá a chupeta pro bebe não chorar
Dorme filhinho do meu coração Pega a mamadeira e vem entrá pro meu cordão Eu tenho uma irmã que se chama Ana De piscar o olho já ficou sem a pestana
Olho as pequenas mas daquele jeito Tenho muita pena não ser criança de peito Eu tenho uma irmã que é fenomenal Ela é da bossa e o marido é um boçal
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Me dá um dinheiro aí
Ivan Ferreira-Homero Ferreira-Glauco Ferreira (1959)
Ei, você aí! Me dá um dinheiro aí! Me dá um dinheiro aí!
Não vai dar? Não vai dar não? Você vai ver a grande confusão Que eu vou fazer bebendo até cair Me dá me dá me dá, ô! Me dá um dinheiro aí!
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Ô Balancê
Braguinha-Alberto Ribeiro (1936)
Ô balancê balancê Quero dançar com você Entra na roda morena pra ver Ô balancê balancê
Quando por mim você passa Fingindo que não me vê Meu coração quase se despedaça No balancê balancê
Você foi minha cartilha Você foi meu ABC E por isso eu sou a maior maravilha No balancê balancê
Eu levo a vida pensando Pensando só em você E o tempo passa e eu vou me acabando No balancê balancê
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O teu cabelo não nega
Lamartine Babo-Irmãos Valença (1931)
O teu cabelo não nega mulata Porque és mulata na cor Mas como a cor não pega mulata Mulata eu quero o teu amor
Tens um sabor bem do Brasil Tens a alma cor de anil Mulata mulatinha meu amor Fui nomeado teu tenente interventor
Quem te inventou meu pancadão Teve uma consagração A lua te invejando faz careta Porque mulata tu não és deste planeta
Quando meu bem vieste à terra Portugal declarou guerra A concorrência então foi colossal Vasco da gama contra o batalhão naval
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Saca-Rolha
Zé da Zilda-Zilda do Zé-Waldir Machado (1953)
As águas vão rolar Garrafa cheia eu não quero ver sobrar Eu passo mão na saca saca saca rolha E bebo até me afogar Deixa as águas rolar
Se a polícia por isso me prender Mas na última hora me soltar Eu pego o saca saca saca rolha Ninguém me agarra ninguém me agarra
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